segunda-feira, 30 de junho de 2008
Assisti no domingo a versão atual do filme "O Enigma de Andrômeda" (The Andromeda Strain, 1971), que passou como mini-série recentemente nos EUA. A história seria a seguinte: um satélite americano cai num lugar no Texas, e levado a uma pequena cidade, libera um agente biológico letal que mata toda a população, exceto um senhor e um bebê. Uma equipe especial é convocada para tentar encontrar uma forma de impedir o agente de se espalhar, usando tecnologia de ponta, enquanto novas facetas do tal organismo vão se revelando aos poucos, ao mesmo tempo em que se descobre que existem muitas informações relevantes para a pesquisa que estão sendo negadas pelos militares.
O filme é um exercício de aprendizado, onde vamos aos poucos conhecendo mais detalhes sobre o suposto agente biológico e suas propriedades. Para variar, em filmes desse tipo, as conclusões são rápidas e as linhas de raciocínio também, o que exigem do telespectador bastante atenção para conseguir acompanhar tudo. Ao longo do filme, aprendemos que o tal agente biológico se propaga com rapidez, que parece ter até mesmo inteligência própria (tendo em vista que, em alguns casos, suas vítimas não morrem de imediato, mas são mantidas vivas de forma a aumentar a área de cobertura do vírus), que parece ter vindo de uma espécie de buraco negro, possivelmente do futuro, e que não tem características orgânicas conhecidas, sendo, portanto, provavelmente alienígena.
O filme faz o estilo "Arquivo X" de ser, pois existe muito mistério, informações negadas espalhadas por todas as divisões de poder dentro do governo americano, assassinatos sem o menor pudor em nome da preservação das informações sigilosas e aquela sensação de que, para se entender o todo, é preciso olhar bem as partes. O que nos leva a algumas conclusões que o filme não explora, sendo que a principal delas, parece ser a seguinte: quando é descoberto que as cápsulas que trouxeram o agente biológico possuem informações codificadas em linguagem binária, os pesquisadores chegam no nome das bactérias capazes de eliminá-lo, e também a um número, que no fim vemos que está sendo usado como catalogador de uma lista de outros prováveis agentes, armazenada na Estação Espacial Internacional. Pois bem, se isso pode ter vindo do futuro, do NOSSO futuro, acho que não seria errado imaginar que talvez o governo tenha um tipo de acordo com o povo do futuro, onde o resultado de pesquisas muito além da nossa época estão sendo usados para criar um estoque de armas biológicas, certamente para garantir aos EUA vantagem em futuras guerras.
Uma coisa que achei meio fora da realidade foi a idéia do repórter e até mesmo do chefe da equipe em usar a chantagem de apresentar informações confidenciais à mídia para conseguir um pouco mais de colaboração do governo. Tudo bem que para negociar com gente como eles, é necessário "descer ao nível deles", mas acho pouco provável que pessoas com extremo poder se deixariam influenciar tão facilmente. Mostrar o lado familiar de alguns deles, ou mesmo o envolvimento romântico de dois dos pesquisadores, serviu apenas para "encher lingüiça", tendo em vista que o tempo da mini-série parece até pouco, em vista de tudo que é desenvolvido.
Bom, o filme faz bastante o meu gênero de interesse, apesar do fato de que estou um pouco enferrujado nesses temas, desde o fim de "Arquivo X". Mas é muito bom mesmo, vale a pena. Infelizmente não conheço o original, e nem o livro, mas gostaria de saber se o antigo complementa alguns pontos da história deste, ou se o novo é um tipo de "livre adaptação" do antigo. Ainda assim, gostei bastante.
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