domingo, 1 de março de 2009

Antes de Partir (The Bucket List)



Assisti hoje ao filme Antes de Partir (The Bucket List), com Jack Nicholson e Morgan Freeman. O filme para mim foi ótimo. Acho que os dois atores funcionam muito bem juntos, não só um com o outro, mas nos papéis que representam. Nicholson é Edward Cole, um bilionário homem de negócios, que entre outras habilidades, faz a reestruturação de hospitais falidos ou que precisam de dinheiro. Seu personagem é daqueles tipos que adoram viver a vida, aproveitar a tudo que se pode ter, sem regras. Já Freeman é Carter Chambers, um mecânico de automóveis de fala mansa (característica inconfundível do ator) e exemplo de homem e de pai de família. Ambos, que numa obra do destino acabam numa mesma sala de hospital, acabam dividindo também o mesmo destino, ao serem diagnosticados com câncer terminal, restando-lhes cerca de um ano de vida cada. Acabam resolvendo fazer uma jornada derradeira para viver alguns momentos especiais durante a vida que lhes resta.
Filmes com idéias parecidas existem aos montes, inclusive com aquela narrativa já batida de que nesse processo o(s) envolvido(s) acaba(m) aprendendo lições de vida que os mudam completamente. É claro que o objetivo é esse, mas a maneira como a história se desenvolve, e sua conclusão, são muito interessantes e comoventes. A questão da lista, é claro, vira a tônica do filme. Idéias mundanas, como pular de pára-quedas e caçar um leão, dividem a lista com coisas mais espirituais e sentimentais, como presenciar algo sublime, ou fazer o bem a um completo estranho. A forma como os “desejos” da lista se mesclam com os acontecimentos do filme é algo magistral, e só por isso, já compensa conhecer o filme. Mas tem muito mais: cenários maravilhosos, conversas profundas e algumas boas lições para a vida. É mais um filme que entra na categoria “filmes para se assistir quando queremos aprender a nos fazermos melhores como pessoas”. Nem há muito o que dizer em palavras, vale a pena conferir. Sou suspeito por adorar os papéis do Morgan Freeman em filmes dramáticos, mas garanto que vale a pena.